segunda-feira, maio 04, 2009

Relações Virtuais




Martha Medeiros

Fui absolutamente rendida pelo poder das relações virtuais.
Acredito que é possível conhecer alguém por e-mail, se apaixonar por e-mail, odiar por e-mail, tudo isso sem jamais ter visto a pessoa.
As palavras escritas no computador podem muito.
Mas nem sempre enxergam a verdade.
São sete horas de uma manhã chuvosa.
Você não dormiu bem à noite.
Põe pra tocar um som instrumental que deixa suas emoções à flor da pele.
Vai para o computador e começa a escrever para alguém especial as coisas mais íntimas que lhe passam no coração.
Chora. Escreve.
Olha para a chuva.
Escreve mais um pouco.
Envia.
São onze horas da noite deste mesmo dia.
O destinatário da sua mensagem está dando uma festa.
Todo mundo fala alto, ri muito, rola a maior sonzeira.
Ele pega uma cerveja e dá uma escapada até o computador.
Abre o correio.
Está lá a mensagem.
Um texto longo que ele lê com pressa.
Destaca algumas palavras:
"a saudade é tanta... sozinha demais... dividir o que sinto..."
Papo brabo.
Responderá amanhã.
Deleta.
Alguém pode escrever com raiva, escrever com dor, escrever com ironia, escrever com dificuldade, escrever debochando, escrever apressado, escrever na obrigação, escrever com segundas intenções.
Nada disso chegará no outro lado da tela:
a pressa, a hesitação, a tristeza.
As palavras chegarão desacompanhadas.
Será preciso confiar no talento do remetente em passar emoção junto de cada frase.
Como pouquíssimas pessoas têm esse dom, uma mensagem sensível poderá ser confundida com secura, tudo porque faltou um par de olhos, faltou um tom de voz.
Se você passou a desprezar alguém, pode escrever "não quero mais te ver".
Se você ama muito alguém, mas a falta de sintonia lhe vem machucando, pode escrever "não quero mais te ver".
Uma mesma frase e duas mensagens diferentes.
Palavras são apenas resumos dos nossos sentimentos profundos, sentimentos que para serem explanados precisam mais do que um sujeito, um verbo e um predicado.
Precisam de toque, visão, audição.
Amor virtual é legal, mas o teclado ainda não dá conta de certas sutilezas.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

domingo, fevereiro 15, 2009

Namoro na idade do vovô!


Foi um susto e tanto.
Meus tios nem tanto, mas as tias e, principalmente, minha mãe, tiveram um treco daqueles: meu avô apareceu com uma namorada. Uma namorada. Nova? Nada, ela tem sessenta e um anos:
- Isso é um absurdo papai, o que os outros vão pensar?

- Que sou viúvo e posso namorar como qualquer ser humano. Você não separou e casou de novo?

- Mas eu tenho quarenta e sete anos!

- E eu sessenta e nove. Pouca diferença.

- Ah sim, estou quase com setenta anos também, obrigada! Pense um pouco papai, pensa… E a mamãe o que acharia?

- Acharia um pouco magra para idade dela.

- Papai!

- Desencana minha filha, a gente não começou namorar do nada. Nós começamos a ficar faz mais de um ano, nos conhecemos melhor e…

- “Desencana”? “Ficar”? Um ano? Roberto vem falar com o papai para ele ver juízo disso tudo!

- É… bem… Hum, Seu Luiz, não acha que é meio idoso para sair para balada não?

- Primeiramente a gente não sai para balada. Vamos ao bingo, bailes, viajamos em excursões para terceira idade. Ora bolas gente, eu aposentei! Tenho que aproveitar tudo o que semeei e plantei. Eu e sua mãe criamos vocês todos, já são independentes. Deixe-me curtir a vida.

- Eu sabia que aqueles bailes eram uma fria, eu disse para não deixar o papai ir. Isso é culpa sua Beatriz!

- Minha? Você que não vem visitar mais o papai.

- Meninas, por favor! Relaxam um pouco.

- Relaxar? Eu preciso de uma bebida…

- Uma pergunta indiscreta Seu Luiz, você e sua namorada já…

- A ciência é uma maravilha, meu genro. O Viagra mudou a minha vida e de muito cabeça branca!

- É mesmo? O negócio funciona então.

- Roberto!

- Vixe, de uma maneira até feroz, viu?

- Papai!

É claro que eu e meus primos ouvimos toda essa baderna. Depois que a poeira abaixou, fui conversar com o meu avô. Para entender melhor essa história de namoro. Após conversar bastante com ele, mudei minha perspectiva sobre a vida.

Uma coisa é que não fazem velhos como antigamente. Quando criança, eu me imaginava como seria ser caduco. Uma coisa do tipo maracujá enrugado de terno xadrez-festa-junina com bengala e chapéu de espantalho. Que nada, os velhos de hoje são bem mais interessantes.

Meu avô fez uma analogia muito interessante com o meu presente e o passado dele. As mulheres de quarenta anos da época dele eram um bando de santas peregrinando nas igrejas. As quarentonas da minha época? Eu mesmo já fiquei com duas e garanto que rezar não é a especialidade delas. Perguntei a ele:

- Vô, os homens com sua idade de hoje aparentavam como?

- Avôs, avôs…

- E as mulheres?

- Bisavós, bisavós…

E ele tem muita razão. Meu avô, por exemplo, ele tinge o cabelo, faz a sobrancelha, malha para perder a barriga, faz dieta, veste como um cara de trinta anos, entre outras coisas. Só não o chamo de metrossexual porque mesmo moderno desse jeito, ele ainda acredita no velho sistema de correção da juventude: a cinta. Ele consegue fazer praticamente tudo o que meu tio de trinta e cinco anos faz, com bem mais disposição. E olha, o tio está sofrendo de uns trecos ruins do coração. O avô, só tem alegria no dele.

Contudo, ao deixar meu avô voltar para o campo de batalha com seus filhos, reclamando “o pior não é ter quase setenta anos com a cabeça de vinte e poucos anos, e sim ter quase cinqüenta com mentalidade de noventa”, comecei a pensar: o que é envelhecer?

Fiquei muito nervoso e apreensivo. Meus tios e pais, com seus quarenta e cinqüenta anos, vendo o que é melhor para um senhor de setenta anos. Será que vou seguir este ciclo? Vou brigar com meus pais por estarem vivendo os anos que restam de paz? Poxa, se o ser humano está vivendo até os oitenta, meu avô ainda tem uns quinze anos pra frente. Ele não pode ficar em casa apenas esperando o dia do juízo final chegar. Então concluí: Não existe idade. A gente é que cria. Se você não acredita na idade, não envelhece até o dia da morte.

Porém meu momento “Márcia Haydée” é quebrado com a minha mãe desmaiando. Meu avô mostrou a tatuagem dele. As duas.

(Guilherme A. B. C. Ishie)

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Obrigada Amigo (a)! Virtual?!


Obrigado por estares no caminho comigo,
por tocares carinhosamente minha alma
com momentos de imensa alegria e felicidade.

Obrigado por teres ajudado a acalentar
meus sonhos, fantasiar meus anseios,
por acreditar neles e por me despertares de pesadelos...


Obrigado pelas palavras carinhosas que me
fizeram sentir tão amada, pelas palavras severas
que me fizeram senti mais amada...

Obrigado por teres levado minha alma para passear,
mostrando-me a beleza dos mares, céus, flores,
jardins, campos, matas, montanhas e cidades...

Obrigada por vires comigo neste delicioso
“dar asas a imaginação”.

Obrigada pelas horas deliciosas
quando me convidastes a assistir espetáculos,
shows, filmes, humores e amores.
Pelas musicas que me enlevaram a alma,
Fazendo-me dançar como menina e amar como mulher.

Obrigada por deixar que eu entrasse
em teu coração e falasse para tua alma,
De minhas dores, saudades, tristezas e amores.


Obrigada pelos beijos que dei e recebi...
Pelos abraços intensos que trocamos e que senti...
E como senti!

Obrigada pelo convite a um bom cafezinho
em casa ou na esquina.
Pelas longas e boas prosas,
pelas confidências e pelas ousadias.

Obrigada por teu tempo, teu sentimento...
A vida é feita de momentos e foram felizes
os que eu vivi aqui contigo.

Obrigada por fazer meus olhos brilharem de emoção,
de saudade, de tristeza e alegria...
Obrigada pelos combinados de encontros
e re-encontros...

Obrigada por tua ternura que me dá a esperança
de um dia poder ser quem tu imaginas que eu sou.

Obrigada pelo bom humor,
pelas brincadeiras,
trocadinhos e sátiras que
tão saudável e infantilmente trocamos.

Obrigada também por todas as lágrimas que
aqui deixei cair...
Olhando, lendo e sentindo os recados
que me enviastes dos céus...


Obrigada por este sentimento de amizade linda
que me faz crer que o amor transcende a vida
e a morte e me faz cada vez mais crer na eternidade.

Obrigada por abrandar minha carência,
fraqueza e insegurança, por perdoar meus inúmeros
erros e por eles peço mil vezes perdão!



Obrigada Amigo (a)!
Pela vontade humilde de olhar nos teus olhos e dizer,
Amigo (a) obrigada!

(vera perdigão)

Envelhecer, cheguei à conclusão:É UMA DÁDIVA !


Atualmente, é provável que, pela primeira vez
em minha vida,sinta-me como a pessoa que sempre
quis ser.

Não, não me refiro ao meu corpo, diante do qual
às vezes me desespero, frente às rugas,
aos olhos empapuçados, ao traseiro flácido.

E, com freqüência, volto ao passado, quando
vislumbro aquele antigo vulto em meu espelho
(que se assemelha à minha mãe !,mas estes
sentimentos já não me fazem sofrer mais:
são passageiros.

Nunca trocaria os meus amigos incríveis,
minha vida maravilhosa, minha família adorada,
por cabelos menos grisalhos ou uma barriga
menos proeminente.

Conforme envelheci, tornei-me mais amável e menos
crítico comigo mesmo. Tornei-me o meu melhor amigo.

Não me recrimino por ter saboreado aquele docinho
a mais,por não ter feito a minha cama, ao acordar,
ou por ter comprado aquele enfeite tolo que não
precisava, mas que dá um toque de modernidade
ao meu jardim.

A minha idade me permite ser excêntrico,
a manter tudo fora de ordem, posso ser
extravagante.

Testemunhei a partida precoce deste mundo de
muitos amigos queridos;e eles não puderam
vivenciar plenamente a liberdade grandiosa
implícita no envelhecer.

Qual é o problema, se eu decidir ler ou ficar
ao computador até as quatro da manhã,
e acordar somente ao meio-dia ?

Serei meu próprio parceiro na dança,ao ritmo
dos sucessos inesquecíveis dos anos 60 e 70,
e se, ao mesmo tempo, quiser chorar por um
amor perdido... posso fazê-lo

Caminharei pela praia com um traje de banho colado
ao meu corpo obeso, e mergulharei no mar
despreocupadamente, se assim desejar,
apesar dos olhares críticos das pessoas mais jovens.
Elas também vão envelhecer.

Sei que algumas vezes me esqueço de algumas coisas.
No entanto repito: é melhor que nos esqueçamos
de alguns episódios a vida.
Algumas vezes, recordo-me de coisas importantes.

Com o passar dos anos, é claro, também sofri desilusões.
Como não sentir a perda de uma pessoa amada,
ou manter-se indiferente diante do sofrimento
de uma criança, ou até mesmo quando o bichinho
de estimação de alguém é atropelado por um carro ?

Na verdade, ter o coração ferido,
é o que nos dá força, discernimento e compaixão.
Um coração que nunca foi ferido, é duro, estéril,
nunca sentirá a alegria da imperfeição.

Sou, portanto, abençoado por ter vivido tanto,
o que me permitiu ver meus cabelos grisalhos,
e ter as marcas de minha juventude,
para sempre gravadas nas profundas
rugas de meu rosto.
Muitos nunca riram, outros morreram antes de
terem seus cabelos grisalhos.

Conforme envelhecemos, é mais fácil sermos
otimistas. Nos preocupamos menos com o que
pensam as outras pessoas.
Não nos policiamos mais.
Temos, até mesmo, o direito de estar errados.

Portanto, gosto de ser idoso.
Isto me libertou.
Gosto da pessoa na qual me tornei.

Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda
estiver por aqui, não desperdiçarei tempo
lamentando o que poderia ter sido, nem me
preocupando com o futuro.
Posso agora comer todas as sobremesas que quiser,
todos os dias (se estiver com vontade).

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Natal2008


INTERPRETAÇÃO MÍSTICA DO NATAL

INTERPRETAÇÃO MÍSTICA DO NATAL
Por: Juarez de F. Prestupa

Esoterismo diz que a festa de Natal é anterior a Jesus Cristo

Estudos esotéricos indicam que as origens da festa natalina são anteriores ao nascimento de Jesus Cristo. Os sabás comemoravam o tempo de renascimento do Sol, na mesma época do Natal. As árvores de Natal, as luzes, os enfeites nas portas e o próprio Papai Noel tiveram origem nessa tradição dos druidas. Para os esoteristas, a época é propícia para a magia.

Festa natalina é mais antiga que Jesus

A festa do Natal é muito mais antiga do que a cristandade e remonta ao tempo e religiões do paganismo. A tradicional festa do Natal contém em si uma simbologia toda alheia ao dogma cristão moderno. Inicia-se pela data: Jesus não nasceu realmente aos 25 dias de dezembro. A Igreja Católica, no Concílio de Nicéia - mais de 400 anos após o nascimento e morte de Jesus, resolveu convencionar o nascimento de Jesus nesta data.

Na antigüidade, sempre que um país ou terra era conquistado, o novo governo e a religião sempre procuravam se utilizar das datas comemorativas antigas da cultura conquistada, para evitar entrar em choques com ela e aproveitar para introduzir sutilmente uma nova crença, utilizando-se das grandes festas populares.

Desde a antigüidade a humanidade cultua os Deuses, pois o homem necessita antropomorfizar as coisas para ter um referencial sobre si mesmo. As religiões primevas surgiram do culto das fontes que saciavam as necessidades físicas básicas do ser humano. Na forma de religião havia a satisfação do espírito de um corpo já saciado. Assim cultuava-se as plantas, árvores, montanhas, a chuva, o mar.

Daí surgiu o culto ao trigo, do qual é feito o pão ázimo dos judeus (origem do cristianismo) ou a hóstia. Há também o culto da parreira e do vinho, utilizado pelos sacerdotes cristãos até hoje. Este culto antigo era quase que totalmente devoto da Mãe Natureza. Do culto à Mãe Natureza originou-se o culto aos seus ciclos (estações do ano), necessários para a agropecuária. Estes ciclos são muito bem marcados ao longo do caminho solar (do Sol), denominado "ano terrestre", na forma de equinócios e solstícios.

Normalmente é difícil questionar a origem da simbologia que acompanha estas grandes festas religiosas. O que tem a ver a figura do Papai Noel com o nascimento de Jesus? E as renas que levam o carrinho do Papai Noel para o norte? Porque o norte?

E ainda temos as tradicionais bolinhas que enfeitam as também tradicionais árvores de natal. O que tem a ver a árvore e bolas com o nascimento de Jesus, o Cristo? Será que alguém já explicou isso?

A tradição das festas religiosas vêm quase que todas do hemisfério norte. A simbologia natalina provém quase que totalmente do paganismo, de religiões tais como o druidismo e que também contém símbolos cabalísticos da tradição judaica.

Sabás invocam o renascimento do Sol no Natal

As principais festas pagãs são oito ao total no ano e seguem um determinado ciclo da natureza. Destas festas quatro são solares e quatro lunares (uma festa lunar, por exemplo é o Halloween). Elas se intercalam como numa relação sexual sagrada que gera, mantém, perdura, tira e renova a vida. As festas solares são definidas pelo movimento do Sol e dos pontos originados por seu cruzamento sobre a projeção do equador terrestre no céu, bem como pelos pontos definidos por sua maior distância dos mesmos.

Estes pontos são denominados por equinócios (quando o Sol cruza o equador celeste e os dias têm duração igual às noites); e, por solstícios (quando o Sol está mais distante do equador celeste e a duração dos dias e noites são desiguais ao máximo). Estas quatro datas do ano marcam festas comemorativas espirituais conhecidas por sabás (que nada têm a ver com os sabás negros, missas negras ou coisa do gênero).

A festa cristã do Natal foi definida para o dia 25 de dezembro, quando a data pagã de comemoração do solstício é próxima ao dia 23 de dezembro, variando em horário e até dia, de ano para ano. O Solstício de Inverno, para o hemisfério norte, ocorre sempre por vota desta data.

Druidas

A comemoração do Solstício de Inverno na tradição druídica chama-se "Alban Arthuan" (a Luz de Arthur"). Representa o tempo em que se podemos nos abrir para as forças de inspiração e concepção. É tempo de morte e renascimento. O Sol parede estar abandonando a Terra enquanto a noite mais longa chega. As palavras cerimoniais dos druidas são: "Liberte-se, oh homem/mulher, do que quer que lhe esteja impedindo o aparecimento da Luz!". O Solstício de Verão é quando a luz penetra na escuridão do mundo.

A sacerdotisa diz: "Esta é a noite do solstício, a noite mais comprida do ano. Agora, a escuridão triunfa: no entanto, recua e transforma-se em luz. O fôlego da Natureza está em suspenso: todos aguardam, enquanto dentro do caldeirão o Rei da escuridão é transformado em Criança da Luz (saída do útero para fora do corpo da mãe). Aguardamos a chegada do amanhecer, quando a grande mãe dará à luz novamente a divina criança do Sol, que é portadora da esperança e da promessa de verão... estamos todos acordados na noite. Giramos a roda para que ela traga a luz. Invocamos o Sol (Sol Invictus) do ventre da noite (vigília)...". Uma simbologia muito parecida, senão análoga, à tradição cristã.

Chifres

Na tradição da Natureza ou pagã, o Natal é data de festejar o renascimento do Sol e glorificar o deus Chifrudo. O aspecto do deus invocado nesse Sabá é por certas tradições wiccanianas a do Deus Frey, o deus escandinavo da fertilidade. Outros Deuses chifrudos são Pã ("tudo" ou cosmos, em grego) e Hernes/Cernnutos (celta). É bom ressaltar que "Sabá", nesta tradição, nada tem a ver com Satanismo.

Também no Velho Testamento os chifres são símbolo de poder divino. No Salmo 18:3 Deus é simbolizado como chifre como fonte de poder; em Êxodo 27:2 estabelece-se que deve haver chifres nos quatro cantos do altar; em Deuteronômio 33:17 fala-se acerca dos chifres de Deus; em 1 Reis fala-se dos chifres do profeta; em Salmos 132:17 coloca-se os chifres como bênção semelhando à de Davi. Em algumas bíblias ilustradas o próprio Moisés é retratado com chifres após seu contato com "Deus".

O deus Chifrudo é integrado com a Natureza. Nos tempos antigos, o Solstício de Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade e a vários ritos de adoração ao Sol.

Natal equivale ao Solstício de Verão para o Brasil

Os druidas celebravam o princípio da escuridão

No hemisfério sul ocorre o Solstício de Verão em dezembro. Pela tradição pagã, celebra-se a festa chamada "Alban Heruin", a Luz do Litoral. É quando os druidas realizavam sua cerimônia mais complexa. Eles faziam uma vigília durante toda a noite, a partir da meia-noite da véspera do solstício, sentados ao redor da fogueira do solstício.

A noite acaba numa questão de horas (é a menor noite do ano) e, quando a luz irrompe, a Cerimônia da Aurora marca a hora do nascer do Sol no seu dia mais poderoso. Ao meio-dia outra cerimônia era realizada. Era celebrada em "Stonehenge".

Alban Heruin está no Sul, é tempo da expressão quando podemos nos abrir para realizar nossos sonhos e trabalharmos na arena do mundo exterior. Simboliza o poder do Sol. Em certas tradições wiccanianas o Solstício de Verão chama-se "Litah" e simboliza o término do reinado do ano crescente do Rei do Carvalho, que é, então substituído pelo seu sucessor, o Rei do Azevinho do ano decrescente.

Papai Noel

Estes reis são gêmeos, um é claro e outro escuro e cada qual é o "eu" do outro. São rivais quanto aos favores da grande Deusa. A verdadeira origem do Papai Noel é o Rei do Azevinho (verde, com frutas vermelhas, enquanto todas as outras plantas estão sem frutos) e não o bispo de Mira do século IV.

É um dia mágico, adequado para a colheita das ervas mágicas, para as adivinhações, os rituais de cura. Todas as formas de magia são extremamente potentes na véspera do Solstício de Verão.

A partida da luz

Nesta cerimônia do Solstício de Verão a sacerdotisa diz: "Este é o tempo da rosa, florescência e espinho, fragrância e sangue. Agora, neste dia mais longo a luz triunfa e, no entanto, começa a declinar para a escuridão. O Rei Sol amadurecido abraça a Rainha do Verão no amor que é morte, pois ele é tão completo que tudo se dissolve na única canção de êxtase que move os mundos. Portanto, o Senhor da Luz morre para si mesmo e navega através dos mares misteriosos do tempo, buscando a ilha da luz que é o renascimento. Giramos a roda e partilhamos seu destino, pois plantamos as sementes de nossas próprias transformações e, a fim de crescermos, devemos aceitar até mesmo a partida do sol..."

Celebração pode ser feita em casa


A tradição do hemisfério norte pode ser seguida por qualquer pessoa no Brasil. Quem quiser celebrar a festa do Solstício de Inverno neste Natal, deve decorar a árvore, pendurar o visco e queimar o azevinho em ramos de carvalho.

Também é preciso decorar o altar com visco e azevinho. Pode-se dizer as palavras do druida e da sacerdotisa (já citados na matéria). O incenso pode ser feito de louro, cedro, pinho e alecrim. As velas podem ser douradas, verdes, vermelhas e brancas. As pedras indicadas para se levar no corpo e no altar são o olho-de-gato e o rubi.

Quem preferir adequar a celebração ao clima tropical celebrando o Solstício de Verão, deve se alimentar com vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel. O incenso é feito de olíbano, limão, mirra, pinho, rosa e glicínia. As velas podem ter cores azul e verde. As pedras são todas as verdes.

O altar é decorado com rosas e flores de verão. É preciso colocar no altar uma figura de Deus feita de paus entrelaçados com um pão dentro dele (envolto em papel alumínio). Pode-se repetir o que a sacerdotisa diz (leia acima). Dançar com a figura de Deus e meditar ao ver as flores murcharem e queimarem. Depois tirar o pão de dentro e imaginar a força do que se queimou interiorizando-se no pão.

Símbolos natalinos surgiram com druidas

A maioria dos símbolos do Natal têm origem nos druidas, os sacerdotes dos celtas. O termo druida significa "carvalho", mas também mago e encantamento. Eles eram sábios especialistas em medicina natural e filosofia.

As velas que usamos na festa do Natal, por exemplo, são a simplificação das antigas fogueiras. A festa de 25 de dezembro é celebrada por definição, graças à proximidade com o dia 22/23. O Papai Noel é representado morando no Hemisfério Norte pois é simbolizado no Norte o tempo do frio, da noite e da morte em geral. Também e no norte que fia "posicionado" o reino dos gnomos - elementais da terra que aparecem ajudando o Papai Noel de forma oculta. As renas também eram cultuadas pelos druidas.

Missa do Galo


A tradicional Missa do Galo cristã também segue a tradição da cerimônia pagã. O galo é um animal sagrado para os ciganos e há quem diga que eles são um ramo perdido dos atlantes e que os druidas/celtas são outro ramo de atlantes sacerdotes. O galo é quem diz: "Eu sou aquele que canta o raiar de um novo dia, de uma nova esperança, de uma nova vida!", em uma clara alusão ao Sol como deus e origem da vida.

Também o costume dependurar nas portas os enfeites de vegetais tem a ver com a tradição celta de pendurar visco sobre a porta, que era considerado extremamente mágico e conferia poderes a quem o usasse na data do solstício. Os druidas cultuavam as árvores, daí a origem da Árvore de Natal.

Uma contribuição judaica


Outra relação é com a Árvore da Vida cabalística e seus Sefirotes (esferas, bolas). As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua, das estrelas, dos anjos cabalísticos, como aparecem na Árvore Cósmica da Vida. A Árvore de Natal é geralmente encimada por uma estrela de cinco pontas. Trata-se do símbolo mágico e cabalístico do pentagrama, o homem cósmico, o adan-cadmon, o domínio dos cinco elementos. É a expressão máxima da magia.

Papai Noel tem uma relação direta com o Pai (Deus) em sua versão Noel. El é o sufixo hebraico que designa a maioria dos anjos e é relativo à séfira Hesed (Misericórdia). Esta séfira abriga o coro angélico das Dominações e as cores jupiterianas (violeta, púrpura) a dominam. As vestes do Papai Noel é toda nestas cores e em dourado, cor da verdade e do espírito. "EL" é o aspecto de Deus da justiça pacífica e , da virtude e da misericórdia. Ele distribui "presentes" e liberdade aos que merecem e até aos que não merecem. Ele assiste nos assuntos relacionados com os assuntos religiosos. Em hebraico "No" (de Noel) é formado por N + O, que valem 14 e 6 respectivamente, "A Temperança" e "Os Enamorados" respectivamente no Tarô (no Tarô cada arcano maior corresponde à uma letra hebraica). São arcanos de paz e de harmonia. É interessante observar-mos que a 14a letra hebraica e a 6a correspondem respectivamente ao signos de Escorpião e de Touro (segundo o Sefer Yetzirah, livro sagrado na Cabala). Estes signos regem, em astrologia, o Eixo do Prazer, da segurança e do bem estar no mundo da matéria. São os responsáveis pela distribuição da saúde, do dinheiro, dos bens materiais e do prazer sexual e sensorial. Somando-se 14 + 6 resulta 20, o arcano "A Ressurreição" que nos traz um momento de reflexão sobre o que se foi para se aproveitar o melhor do passado em prol de um futuro melhor. Neste arcano as coisas boas do passado podem ser a "matéria prima" para um futuro melhor.

As luzes e os enfeites da Árvore de Natal representam também as almas dos que já partiram e que são lembrados no final do ano, segundo o xamanismo.

Agradecimento

sábado, dezembro 20, 2008

Meu primeiro convidado!





Quero deixar registrado o meu primeiro convite para alguém visitar meu blog, este foi para meu querido amigo José Carlos Manzano, um ser lindo de alma linda!!

sexta-feira, novembro 28, 2008

sábado, novembro 22, 2008

A gravidez da Amizade



A Gravidez da Amizade

Toda amizade é uma história particular.

É uma história de conquistas.
Primeiro, descobre-se o outro.
Todo mundo parece igual, mas não é.
E é justamente essa coisinha diferente em cada um que torna cada pessoa única.
E de repente ali está a sementinha da amizade fecunda.
A gestação começa.

São pedacinhos de nós que vão ficando nas conversas e pedacinhos do coração do outro que vão caminhando pra dentro da gente.
Há os risos e os sorrisos, a partilha de coisas simples ou de coisas importantes.
As descobertas, cheias de surpresas muitas vezes.
A voz calada que pensa, não diz nada... adivinha!

Fazemos idéia imediata de uma pessoa ao primeiro contato. Julgamos?
Talvez.
E só os próximos dias, horas ou instantes vão nos dizer se julgamos certo.
Acontece de nos termos enganado em certos pontos e quantas vezes não bendizemos isso!
Claro que ninguém gosta de estar enganado.

Mas quando descobrimos um palhacinho por detrás de uma pessoa séria e reservada é maravilhoso saber que pudemos nos enganar.
Se todos os enganos fossem assim abençoados!...

A sensibilidade do outro nos toca.
Dá até vontade de chorar.

Não sabemos direito o porque de nos sentirmos próximos de alguém assim tão longe, tão diferente e tão igual.
Mas amizade, como o amor, não se questiona.

Vive-se.
Dela e para Ela.
É preciso dar tempo ao tempo para se saber cativar e ser cativado.
Quando saímos às pressas sempre temos o risco de deixar alguma coisa esquecida.

Mas se tomamos o tempo de olhar bem, refletir, conversar... e rir e brincar e ficar em silêncio!...
Se deixamos que essa flor nasça cuidadosa e docemente... aos poucos ela vai vendo a luz do dia.
Maravilhando-se.
Contemplando o outro com novos olhos, ou nova maneira de olhar.
Tudo vira encanto!

Que o outro ria de mim ou para mim, mas que ria! Gargalhe, faça festa!...
Que eu seja nem que seja por um pouco responsável por esse rosto iluminado, por essa vontade de viver e de ver o que virá depois.
Sem prazo, sem tempo, sem hora marcada!

Bendita seja essa amizade, prova de que Deus se faz conhecer através das pessoas que alcançam nosso coração.

(Letícia Thompson)

sábado, novembro 01, 2008

Así oraba Gandhi


Así oraba Gandhi

SEÑOR,

Ayúdame a decir la verdad delante de los fuertes
y a no decir mentiras para ganarme el aplauso de los débiles.
Si me das fortuna, no me quites la razón.
Si me das éxito, no me quites la humildad.
Si me das humildad, no me quites la dignidad.
Ayúdame siempre a ver la otra cara de la medalla,
no me dejes inculpar de traición a los demás por no pensar
igual que yo.
Enséñame a querer a la gente como a ti mismo y a no juzgarme como a los demás.
No me dejes caer en el orgullo si triunfo, ni en la desesperación
si fracaso.
Mas bien, recuérdame que el fracaso es la experiencia que precede al triunfo.

Gandhi

sexta-feira, outubro 31, 2008

Beltane


Beltane – Os Amantes se Enlaçam

1º de maio no hemisfério Norte
31 de outubro no hemisfério Sul

Beltane é uma antiga festa gaélica que se celebra em 1 de maio no hemisfério norte. Seu nome deriva do irlandês "Beáltaine" ou do escocês gaélico "Bealtuinn", ambos procedentes da antiga palavra irlandesa "Beltene", que significa "fogo brilhante". Outros nomes pela qual essa festividade é conhecida são: Mayday, Walburga, Glan Mai, Shenn da Boaldyn, Bealtinne, Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien, Beltein. Entre tribos da Gália meridional, se aponta o nome de Giamonia, derivado do mês do calendário de Coligny, Giamonios.
Beltane ocorre no pico da Primavera. Este é o momento do ano em que a Terra se aquece no gentil abraço de calor do Sol e o Inverno é oficialmente e, finalmente, deixado para trás.
Beltane ocorre no dia 1º de maio no hemisfério Norte e no dia 31 de outubro no hemisfério Sul.
O Sol está rapidamente se aproximando do seu apogeu, que ocorre em Litha, e o seu calor ajuda as plantas e sementes a serem fertilizadas. Os animais brincam e se acasalam.
A Deusa e o Deus agora estão em plena vitalidade e amam-se com toda intensidade. O Deus (o Sol) tem crescido e caminhado para sua fase adulta e a Deusa está no ápice de sua beleza e feminilidade. Eles irão consumar o seu amor. A Sua paixão é evidente em toda a vida presente na Terra.
O Sabbat Beltane marca a união da Deusa e do Deus, representando a fertilidade dos animais e as colheitas do próximo ano.
É o simbolismo da união entre os princípios masculino e feminino da criação, a união dos meios de todos os poderes que trazem vida a todas as coisas. Em Beltane comemoramos a fertilidade, o amor que dá forças a tudo e o retorno do Sol com toda a sua intensidade.
A palavra Beltane vem do nome do Deus céltico “Bel”, que era o senhor da vida, da morte e do mundo dos espíritos. “Tinne” é uma palavra céltica que significa “fogo”. Assim, Beltane quer dizer “Fogo de Bel”.
A antiga tradição requeria que o fogo doméstico fosse apagado da casa toda nesse momento. Uma grande fogueira era feita com as nove árvores sagradas (freixo, bétula, teixo, aveleira, sorveira, salgueiro, pinheiro, espinheiro e carvalho) e então acesa pelos Druidas, sem o suo de pederneira ou aço, ao nascer da Lua, dando-se início à comemoração do Sabbat.
Entre os primeiros povos Pagãos era costume pular a fogueira da Beltane para se livrar de doenças e energias negativas, assegurar bons partos e pedir as bênçãos dos Deuses da fecundidade.
Cada família levava brasas desse fogo para sua casa. Isso simboliza a renovação da vida depois do Inverno frio. Levando as brasas do fogo sagrado e reacendendo o fogo doméstico, as pessoas compartilhavam do divino, representando uma bênção de esperança para um Verão próspero e fértil, com uma colheita abundante.
Beltane é o tempo de celebrar a vida em todas as formas. É o momento de dar boas-vindas ao Verão, momento de equilíbrio, no qual nos despedimos das chuvas, e as colinas e vegetações atingem tons dourados.
Entre os povos da Europa, os gados, que tinham ficado presos durante todo o Inverno, eram soltos nos pastos em Beltane, a festa que confirmava a promessa da Primavera e o aumento da luz do Sol.

terça-feira, outubro 28, 2008

Blogando e Aprendendo


Blogando e Aprendendo
Rosana Hermann

Muitos obstetras nunca pariram. Os do sexo masculino, por exemplo.
Muitas obstetras nunca pariram. As que ainda não tiveram filhos e as que não vão mais ter.
Não é preciso parir para saber fazer um parto.
Não é condição sine qua non.
Sim, você pode fazer partos sem ter parido.

Um médico pode ser obeso e receitar dieta.
Existem muitos médicos que são gordos. Mesmo sabendo como emagrecer.
A dona de uma das clínicas mais famosas, que faz lipo em todo mundo, é gorda.
Um endocrinologista pode ser gordo.

Para apontar erros alheios não é preciso ser perfeito.
Você pode errar e, ainda assim, ter olhos para ver os erros que os outros cometem.
Não existe relação entre a percepção e a perfeição.


Um blog pode ser coletivo, individual, pode ser de um profissional, de um amador.
Um blog pode ter um só zelador.
Um blog pode não ter revisor, nem redação, nem editor.
Um blog não é um jornal.

Um blog pode errar, mas não deve.
Um jornal pode errar, mas não deve.
Ambos devem corrigir seus erros.

Devemos aprender com os erros, minimizá-los e lidar com eles.
A forma de lidar com os erros fala muito sobre o que somos.

Tem gente que erra e jamais admite que errou. São os orgulhosos.
Tem gente que erra e finge que não errou. São os dissimulados.
Tem gente que erra e mente que acertou. São os problemáticos.
Tem gente que erra mas não admite que o outro erre. São os intolerantes.
Tem gente que erra e justifica-se apontando erros dos outros. São os inseguros.
Tem gente que erra pouco e, por isso, humilha os que erram muito. São os arrogantes.
Tem gente que erra, não aprende e não quer ser corrigido. São os insuportáveis.
Tem gente que erra e fica com ódio de quem aponta seus erros. São os infelizes.
Tem gente que erra e empurra a culpa para os outros. Fuja desses.

quarta-feira, setembro 10, 2008

AMADURECIMENTO


AMADURECIMENTO
* Mário Quintana*

Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando - a vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar. Mas uma coisa parece estar sempre presente.
A busca pela felicidade com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar? E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele (a)"?
Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua de mel e, de repente PLAFT!
Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos a luta e haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som.
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você gosta (ou acha que gosta), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!!!!

segunda-feira, julho 21, 2008

quinta-feira, julho 17, 2008

Brilho

17 de julho


Nunca tive outra idade senão a do coração.
(Ninon Lenclos)

Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.Carlos (Drummond de Andrade)

O que me faz amar um homem




Eu realmente acreditava que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Elucubrações e digressões me impressionavam. Conhecimentos literários, artísticos, práticos seduziam a eterna adolescente em mim. Mas descobri que não era isso que me fazia amar: de nada adianta um cérebro invejável, citações brilhantes, se ele não rir das próprias besteiras, se não souber aproveitar as delícias do ócio de um sábado quente. Então percebi: bom humor era essencial.

É delicioso estar com alguém que vive sem arrastar correntes e faz dos pequenos horrores cotidianos inevitáveis piadas. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, quero alguém que me conforte a alma. Nesses momentos, nada pior do que ser levada na brincadeira - existe uma imensa diferença entre a alegria de viver e a recusa a sair da infância. Então fui invadida pela certeza de que o que me fazia amar alguém era, antes de tudo, a sensibilidade.

Telefonemas de bom-dia, olhares que vêem, pequenos gestos incontidos - tudo o que eu podia querer. Ou quase. Só sobrevive ao meu lado alguém que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas preciso da certeza de estar com um homem de verdade e não com um moleque preso no complexo de Peter Pan. Quero ser domada, tomada.

Nem inteligência, bom humor ou sensibilidade me faziam amar alguém. Talvez fosse virilidade.

Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha. Ser desejada com urgência é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta: quando acaba o suadouro, o que resta? Se o que interessa é a movimentação, tudo bem. Mas se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhado de cuidado, carinho. Pensei, então, que ele seria a pedra fundamental pra despertar meu amor. Mas carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora de um desconhecido.

Um dia, cansei de tentar adivinhar. E, nesse dia, após tantas enumerações paralisantes e neuróticas, descobri. Hoje sei exatamente o que me faz amar um homem: o amor existir.

Quando é necessário justificá-lo, procurá-lo, racionalizá-lo, é sinal de que ele não está ali.

Simples assim.



Ailin Aleixo

quinta-feira, julho 10, 2008